A CSU CardSystem venceu a licitação para lançar os cartões de crédito do estatal Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Por cerca de R$ 50 milhões, a empresa vai criar o cartão e processar as transações. Wanderval Alencar, diretor-executivo da CSU, diz que o objetivo é oferecer tecnologia e inteligência ao dono do novo produto. Segue a entrevista:

Wanderval Alencar, diretor executivo: Como será feita a implantação do sistema de cartões no BNB?
O banco não possuía o produto. Vamos implantar toda a operação, que vai desde a distribuição até o processamento das transações. Moldamos a estratégia e as melhores práticas para o BNB ganhar dinheiro com o negócio.

Como isso se inclui na estratégia da CSU?
Temos quatro atividades. A CardSystem é a principal, mas temos uma central de call center, uma processadora de cartões e também uma central de relacionamento. Quando vamos implantar um cartão, seja ele de loja ou de banco, oferecemos todas as soluções de relacionamento possíveis.

Por que as ações caíram de R$ 16, no lançamento, em maio de 2006, para R$ 3 no fim de junho deste ano?
Desde a abertura de capital, o mercado passou por uma redefinição de preços. O próprio Ibovespa chegou a 73 mil pontos e hoje está em 55 mil. Ou seja, parte importante dessa queda de preços vem da redução do apetite dos investidores por ações de empresas como a nossa, de pequena capitalização.

É a razão para a recompra de ações?
A recompra de ações é uma forma bem interessante de agregar valor a uma companhia, principalmente small cap, pois permite reduzir sua volatilidade. Além disso, damos ênfase à distribuição de dividendos, que, nos últimos três anos, deram retornos bem atraentes aos acionistas.

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