Banco do Nordeste, Banrisul e o mineiro Tribanco. A lista de bancos regionais para quem a CSU presta serviços de processamento de cartões acaba de ganhar um novo integrante. A empresa fechou um contrato de R$ 21,5 milhões para processar os cartões de crédito que o Banco do Estado do Pará (Banpará) começará a emitir neste ano. O banco já distribui cartões de débito.

O contrato com a CSU vale pelos próximos dois anos, com possibilidade de renovação por mais dois. Com o acordo, deverão ser emitidos cerca de 200 mil plásticos, estima o diretor executivo da CSU, Wanderval Alencar. A implantação da tecnologia da CSU deve se estender até o fim de outubro.

Buscar acordos com instituições financeiras regionais tem sido a estratégia da CSU para diminuir sua dependência de grandes emissores. No começo de junho, a CSU venceu licitação de R$ 50 milhões para processar os cartões do Banco do Nordeste pelos próximos quatro anos, com emissão de 700 mil plásticos. Junto com o do Banpará, os dois acordos ajudaram a empresa a compensar a perda dos cartões do Carrefour, no começo do ano, estimada em 3,5 milhões de cartões. “Voltamos a ter metade da nossa receita com cartões”, afirma Alencar.

A empresa também quer usar os bancos como um canal de relacionamento com redes varejistas locais, de olho no processamento de cartões de loja. “O contrato com o Banpará nos ajudará a entrar no varejo local”, diz. Após a perda do Carrefour, a CSU fechou o primeiro trimestre com 20,7 milhões de cartões em sua base. Parcerias com o varejo estão entre os primeiros passos do Banpará logo que entrar no mercado de cartões. “Assim que começarmos a emitir, estaremos prontos para parcerias com o varejo, entidades e outras empresas para cartões com benefícios exclusivos ao portador”, afirma Augusto Costa, presidente do Banpará. O banco tem 250 mil correntistas e vai emitir unidades com bandeira Mastercard.

O mercado de cartões da região Norte deve encerrar o ano com volume financeiro de R$ 23,1 bilhões, alta de 20% na comparação anual, projeta a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A cifra inclui cartões de crédito, débito e de loja (“private label”). Para o mercado como um todo, a entidade estima crescimento de 21%, para R$ 691,4 bilhões de volume financeiro.

Além do processamento de cartões do Banpará, que envolve a administração de toda parte tecnológica, o contrato com a CSU prevê o desenvolvimento de programas de fidelidade para correntistas e call-center.

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